Fisioterapia em Uroginecologia

É o que existe de mais atual dentre os tratamentos uroginecológicos.

Uma técnica para fortalecimento da musculatura perineal (pélvica). Indicada para homens e mulheres de todas as

faixas etárias, conforme o caso, no tratamento de problemas como:

Incontinência urinária (perda involuntária de urina)

Setor de Fisioterapia - Espaço Kaizen

Fisioterapeuta Dra. Silvia A. M. Gouveia 

 

Incontinência Urinária na Mulher

Segundo a Sociedade Internacional de Continência, a incontinência urinária é a perda de urina que ocorre sem a vontade da paciente, demonstrada objetivamente, podendo causar um problema social e de higiene.

É uma condição considerada como um sinal e um sintoma mas não uma enfermidade e que leva a uma situação de perda da auto-estima, vergonha e isolamento social. Existe uma crença de que a incontinência urinária é um processo que faz parte do envelhecimento dificultando muitas vezes o relato espontâneo por parte das pacientes, no entanto, a perda de urina não é normal em nenhuma idade e deve ser  sempre investigada e tratada corretamente.

A prevalência é maior nas mulheres devido a fatores anatômicos e varia de 12% aos 50 anos até 25% aos 80 anos. Também é importante dizer que mesmo as mulheres que nunca tiveram parto normal e as que não tem a bexiga caída podem ter incontinência urinária.

A incontinência urinária pode ser temporária devido a infecções urinárias e/ou ginecológicas, obstipação intestinal, medicamentos, diabetes mal controladas, etc.

Já as condições persistentes podem ser por AVC (derrame); doença de Parkinson; hipermobilidade e/ou incompetência uretral; retenção urinária (incontinência paradoxal); diminuição do tamanho da bexiga, etc.

Classificação

A) Incontinência urinária de esforço: É a perda de urina que ocorre quando a pessoa tosse, espirra, ri, sobe escada, corre, etc.


B) Incontinência por urgência: As pessoas que tem este tipo de sintoma relatam que quando tem vontade de urinar não tem tempo de chegar ao banheiro. Isto também ocorre quando ouvem barulho de água.

 C) Incontinência urinária por bexiga hiperreflexa: o quadro é semelhante ao da urgência mas tem como característica a presença de doenças neurológicas (avc, parkinson).

D) Incontinência paradoxal: é a perda de urina que ocorre em pessoas com retenção urinária (obstrução uretral, hipocontratilidade da bexiga).

Diagnóstico:

O primeiro passo para se chegar a um diagnóstico exato da causa da incontinência urinária é a realização de uma história e um exame físico bem feitos. Caso estes deixem dúvidas, são solicitados exames complementares (laboratório, ultrassom e/ou raio x e estudo urodinâmico).

Estudo Urodinâmico

É o estudo dos aspectos fisiológicos e patológicos envolvidos no armazenamento, transporte e esvaziamento da urina.

Trata-se hoje de um poderoso método de investigação das disfunções miccionais. Sua finalidade é detectar as possíveis alterações funcionais que possam estar gerando os sintomas urinários ou a incontinência.

Convém lembrar que a urodinâmica, a despeito de ser um método cada vez mais empregado na investigação das incontinências, é um exame complementar, cujo resultado deve ser analisado e valorizado no conjunto de vários outros dados clínicos e/ou laboratoriais para se ter o diagnóstico final e escolher o melhor tratamento.

Indicação

1. Pacientes que tenham vários sintomas urinários associados como urgência, urge-incontinência, nictúria (vontade de urinar várias vezes durante a noite), perda aos esforços (tosse, espirro, atividade física, etc).

2. Pacientes já submetidas a tratamento para incontinência urinária, sem resultados satisfatórios;

3. Incontinências urinárias recidivadas (que retornam após algum tempo);

4. Pacientes com antecedentes de cirurgias ginecológicas ou para tratamento de neoplasias malignas da pelve;

5. Qualquer paciente com indicação cirúrgica para incontinência urinária, a fim de confirmar o diagnóstico clínico e prognosticar a evolução clínica do paciente.

6. Crianças com distúrbios miccionais e de continência

 

Como é feito o exame?

Atualmente utilizam-se equipamentos computadorizados com as vantagens de proporcionar maior conforto para a paciente, menos tempo para realização do exame e maior precisão nos resultados.

O tempo estimado entre a entrada da paciente no laboratório, até a sua saída, com o laudo do exame impresso é de 30 a 40 minutos.

 

Urofluxometria

Estuda a relação entre o volume urinado e o tempo. É a etapa não invasiva do etudo onde a paciente utiliza para urinar uma cadeira acoplada ao urofluxômetro, que fornecerá várias medidas do fluxo urinário. Imediatamente após a urofluxometria realiza-se cateterismo vesical para medida do resíduo urinário e dá-se continuidade ao exame com a cistometria.

Cistometria

Estuda a relação entre o volume e a pressão da bexiga, avaliando a fase de enchimento vesical.

Para sua realização são utilizadas duas sondas vesicais para infusão de soro e medida da pressão intravesical, e uma sonda com balão de látex na extremidade que é introduzida no reto para medida da pressão intra-abdominal. As sondas utilizadas são de pequeno calibre e introduzidas com gel anestésico tornando portanto, o preparo para o exame indolor. A sonda retal e uma das vesicais são conectadas a transdutores que transmitirão as pressões para o computador. Durante o enchimento vesical (da bexiga) são observados e anotados diversos parâmetros que serão registrados e analisados posteriormente.

Estudo miccional ou relação fluxo/pressão

Completado o enchimento vesical, a paciente volta à cadeira de fluxometria para novamente, esvaziar a bexiga. Esta etapa avalia o fluxo urinário em conjunto com as pressões vesical e abdominal, e tem por finalidade estudar a fase de esvaziamento vesical e a atividade do músculo detrusor e o fluxo urinário.

O conteúdo deste texto tem por finalidade esclarecer algumas dúvidas sobre o estudo urodinâmico. Para saber mais informações técnicas e detalhadas, procure o urologista de sua confiança!!!

Tratamento:

O tratamento da incontinência urinária depende da causa de base. Pode ser realizado tratamento medicamentoso, fisioterapêutico e cirúrgico.

Tratamento Fisioterapêutico:

  Consiste em uma somatória de procedimentos que visam avaliar, reeducar e/ou aumentar a força da musculatura do assoalho pélvico. Para isso uma fisioterapeuta especializada ensina exercícios específicos para a reabilitação destes músculos e utiliza aparelhos de eletro-estimulação e biofeedback para obter um treinamento e fortalecimento adequado desta musculatura. Quando realizados de forma correta e sob a orientação médica, estes procedimentos fortalecem os músculos do esfíncter e permitem melhor controle sobre o mesmo, o que reduz a perda de urina. Estudo realizados na Europa mostram que este tratamento promove uma melhora de 70 a 100% nas mulheres que sofrem incontinência e que não tem indicação cirúrgica. 

Procure seu urologista, pois ele estará apto a diagnosticá-la e indicar o tratamento adequado!

Flatulência Vaginal (Frouxidão Muscular)

Setor de Fisioterapia - Espaço Kaizen

Fisioterapeuta Dra. Silvia A. M. Gouveia

Flatulência Vaginal

Esse é um problema que aflige muitos casais e em especial as mulheres que ficam muito constrangidas durante o ato sexual, quando ele acontece.

Flatulência vaginal é a saída de ar da vagina que faz vibrar os pequenos e grandes lábios, provocando um som característico, semelhante a flatulência intestinal, porém sem odor desagradável.

Porque acontece?

Em algumas mulheres ocorre a entrada de ar na vagina, devido a um relaxamento da musculatura pélvica e das paredes vaginais. Acontece também em determinadas posições sexuais, que permitem uma maior abertura da genitália feminina.

Quando acontece?

Toda a vez que o pênis entra na vagina, ele expulsa o ar armazenado, que ao sair faz o ruído característico.

O que podemos fazer para diminuir o problema?

Naquelas mulheres em que existe flacidez muscular, a cirurgia de correção do períneo e os exercícios que aumentam o tônus muscular podem ajudar. A fisioterapia uroginecológica promove o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico através de exercícios específicos (exercícios de Kegel e uso de cones vaginais), e por meio de aparelhos de eletroestimulação e biofeedback. Com estes recursos, a mulher aprende a contrair o períneo o que reduz ou elimina a flatulência vaginal, além de aumentar a satisfação sexual.

•diminuição do desejo sexual 

•pré e pós-cirurgia pélvica

•Pós-cirurgia de próstata

•pré e pós-parto 

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